Apple e Google reconhecem monitoramento de notificações Push por Governos

Cristina Assunção

O fluxo constante de notificações push em dispositivos móveis é uma parte essencial da experiência dos aplicativos.

Mantendo os usuários atualizados sobre mensagens, informações de última hora e outros alertas relevantes.

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A maioria desses avisos trafegam pelos servidores da Apple e Google

Apple e Google/Imagem-crédito: tecnoblog-Por Paulo Higa
Apple e Google/Imagem-crédito: tecnoblog-Por Paulo Higa

No entanto, um aspecto menos conhecido é que a grande maioria desses avisos trafega pelos servidores da Apple e do Google, inclusive aqueles provenientes de aplicativos com protocolos de criptografia.

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Essa infraestrutura coloca as gigantes tecnológicas em uma posição de acesso privilegiado ao conteúdo transmitido por meio desses aplicativos, possibilitando potencialmente a facilitação da vigilância por parte de agências governamentais. De fato, essa situação já foi observada em alguns governos.

Em uma carta dirigida ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o senador Ron Wyden destacou que sua equipe recebeu denúncias que apontavam para a exigência de registros de notificações push por governos estrangeiros. Após uma investigação, constatou-se que essa prática não era desconhecida para a Apple, o Google ou mesmo para o governo dos EUA.

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Wyden enfatizou que sua equipe vem apurando essa denúncia desde o ano anterior, inclusive contatando diretamente a Apple e o Google.

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Essa prática estava sob sigilo governamental

Notificação Push/Imagem-crédito: techtudo-Por Clara Fabro
Notificação Push/Imagem-crédito: techtudo-Por Clara Fabro

As empresas responderam que as informações sobre essa prática estavam sob sigilo governamental e não poderiam ser divulgadas ao público.

Em resposta à carta de Wyden, a Apple declarou que essa correspondência proporcionou a oportunidade necessária para compartilhar mais detalhes sobre como os governos monitoram notificações push. No entanto, a empresa afirmou que o governo federal proibiu a divulgação de qualquer informação sobre o assunto. Agora, diante da exposição pública desse método, a Apple planeja atualizar seus relatórios de transparência para fornecer mais detalhes sobre essas solicitações específicas.

A extensão desse monitoramento de notificações push e os governos envolvidos permanecem obscuros, embora tenham sido mencionados como “democracias aliadas aos EUA”. As razões subjacentes a essa vigilância e os benefícios obtidos ao conhecer os aplicativos dos quais os usuários recebem notificações, assim como sua frequência, permanecem apenas como especulações.

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